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28 de fev. de 2017

17º Plano Arquidiocesano da Ação Evangelizadora 2016-2019

Objetivo da Evangelização:
EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo, na força do Espirito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida, rumo ao Reino definitivo.

Jesus nunca pediu nada em troca por sua bondade. Só dizia: “vá e evangelize”. Sai maior discípula é a Igreja missionária.

O 17º Plano Arquidiocesano da Ação Evangelizadora (2016-2019) começou com o Concílio Vaticano II:
·         Que discutiu um plano de ação da Igreja Católica nos tempos “atuais” que foi de 1962 a 1965, e teve quatro sessões.
·         Este plano é o resultado de magistério do Papa Francisco, conferências latino-americanas e a leitura da realidade da Arquidiocese de Passo Fundo.
·         Uma atualização deste Plano de Ação, para verificar a história da Igreja e sua presença eterna no mundo através do incremento da fé e da renovação dos costumes cristãos.

Este plano oferece um rumo, baseado na diversidade de dons e carismas, de opiniões, de movimentos e pastorais que envolve e convoca a todos, não só as autoridades diocesanas e padres, mas a comunidade cristã em geral, para fazer as ações necessárias e corrigir os rumos e ações evangelizadoras.
Afinal, evangelizar é a nossa missão como cristãos, fazer o evangelho chegar até as pessoas, proporcionar um encontro pessoal com Cristo, que modifica a vida. O ponto de partida é Jesus, a discípula é a Igreja que se alimenta da Palavra Dele e nossa missão é espalhar a palavra, não visando o tempo presente, mas o eterno.

   1-      Igreja em saída: portas sempre abertas para visitação de cristãos em necessidades; a Igreja particular de Passo Fundo não existe para si mesma, mas em função da evangelização.

    2-      Iniciação à vida cristã: visa formar discípulos conscientes da sua condição de cristãos; catequistas e agentes de pastoral, preparação de celebração litúrgica.

   3-      Discipulado Missionário centrado na Palavra de Deus: somos convidados a redescobrir o contato com a Palavra de Deus, encontro com Cristo. Sustenta e impulsiona a missão evangelizadora, fortalecendo a espiritualidade de seguimento do Ressuscitado; cursos bíblicos, experiências em encontros, reuniões, assembleias, cursos para padres e ministros, meios de comunicação.

  4-      Revitalização das pequenas comunidades em vista da nova paróquia – Comunidade de Comunidades: é o caminho da intensificação da vida cristã, mediado por um autêntico compromisso eclesial, suscitando diferentes ministérios que enriquecem a caminhada da Igreja; organizar a paróquia, fortalecer o espírito das comunidades, despertar o espírito de unidade, criar a consciência da partilha.

   5-      Igreja profética e misericordiosa a serviço da vida: o discípulo missionário compreende que o caminho de fidelidade a Jesus passa pela atenção aos pobres, assumindo uma experiência de fé samaritana e misericordiosa.

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22 de fev. de 2017

LITURGIA E MISSA

Mas o que é Liturgia?
O vocábulo "Liturgia", em grego, formado pelas raízes leit- (de "laós", povo) e -urgía (trabalho, ofício) significa serviço ou trabalho público, ação do povo, serviço da parte do povo em favor do povo.
Liturgia é a ação do Povo de Deus, reunido em Jesus Cristo, na comunhão do Espírito Santo.


O que a Liturgia lembra?
O que a liturgia faz é o memorial de Cristo e da salvação, ou seja, torna presente, através da celebração, o acontecimento definitivo do Mistério Pascal.
“Na liturgia Deus fala a seu povo. Cristo ainda anuncia o Evangelho. E o povo responde a Deus, ora com cânticos, ora com orações.” (SC,13).
Constituição Dogmática Sacrosanctum Concilium (SC)
Liturgia é sempre uma celebração de Mistério Pascal, isto é, passagem da morte para vida, através de sinais, ritos, gestos, símbolos e palavras. A liturgia é ação de Cristo na Igreja.
Na liturgia, a Igreja celebra principalmente o mistério pascal, pelo qual Cristo realizou a obra da nossa salvação.
Na tradição cristã, quer dizer que o povo de Deus toma parte na obra de Deus. Pela liturgia, Cristo continua na sua Igreja, com ela e por ela, a obra da nossa redenção.
Liturgia não é somente a celebração do culto divino, mas também o anúncio do Evangelho e a caridade em ação.
A liturgia é simultaneamente o cume para o qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde dimana toda a sua força.

E quando devemos nos voltar a Liturgia?
Nenhuma atividade pastoral pode realizar-se sem referência à liturgia. Qualquer celebração tem sentido evangelizador e catequético. Toda ação pastoral terá como ponto de referência a liturgia, na qual se celebra a memória e se proclama a atualidade do projeto de Jesus Cristo.
(Conf. Doc. 38 —CNBB)

O que precisamos para celebrar bem a Liturgia?
É preciso ter uma profunda noção do que é o Cristianismo;
Do conhecimento da história da salvação;
Da obra de Cristo;
Missão da Igreja.
Sem isto a Liturgia não pode ser bem compreendida e amada, e pode se transformar em ritos vazios.
Liturgia não é só celebração da missa dominical. Nela estão entendidas todas as formas que a Igreja tem para celebrar o mistério cristão, todas as formas rituais que permitem vivenciar e experimentar a íntima comunhão com Deus e com os irmãos. (doc 43 CNBB)
Afirmou o Vaticano II que “toda a celebração litúrgica, como obra de Cristo sacerdote e de seu corpo que é a Igreja, é ação sagrada por excelência, cuja eficácia, no mesmo título e grau, não é igualada por nenhuma outra ação da Igreja”
(SC,7). (Cat. §1070).

Quando falamos de liturgia, temos presente:
A Missa ou Celebração Eucarística;
A Celebração da Palavra ou Culto;
O Ano Litúrgico;
Celebração dos Sacramentos (batismo, crisma, eucaristia, penitencia, unção dos enfermos, ordenação, matrimonio);
A Celebração dos Sacramentais (bênçãos, encomendação dos mortos...);
A Liturgia das Horas.

Como as missas são preparadas??
Todos sabemos que nenhuma atividade na comunidade funciona sem um mínimo de organização. A liturgia não foge desta necessidade. Para que a dimensão celebrativa funcione bem. Para que haja participação de todos, se faz necessário que alguém, uma equipe pense, planeje, prepare com carinho e dedicação.


Estrutura da Missa:


·         Ritos iniciais:
      Procissão de entrada;
      O beijo no Altar;
      Sinal da Cruz;
      Saudação.
O rito inicial é a preparação para a comungar ideias e sentimentos.
      Ato penitencial: Quando amamos alguém de verdade, é necessário ir ao seu encontro sem mágoa. Por isso, pedimos perdão de nossas faltas. O ato penitencial nos convida a dar uma parada e ver onde precisamos e o que precisamos mudar em nossa vida. Não é uma absolvição completa, mas uma purificação das faltas leves.
      Glória: Vem logo depois do Ato Penitencial porque o perdão de Deus nos faz felizes e agradecidos. Através do Perdão de Deus, sentimos nosso coração renovado e cheio de alegria, pronto para louvar ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Glória é uma das mais perfeitas formas de Louvar.
O rito de entrada se encerra com a Oração do Dia, ou Coleta, que consiste numa súplica coletiva (daí o nome Coleta) a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo.
A Oração do Dia tem sempre três elementos: a invocação dirigida a Deus, um pedido que se faz e a finalidade do pedido.
Após o AMÉM da Oração, a comunidade senta-se mas deve esperar o celebrante dirigir-se à cadeira.

·         Liturgia da Palavra:
Tem um conteúdo de maior importância, pois é nesta hora que Deus nos fala solenemente. Fala a uma comunidade reunida como "Povo de Deus".
A Liturgia da Palavra é o alimento espiritual nesta ceia que a Missa reproduz. É a catequese, o ensinamento dos mistérios que são o fundamento da fé.
      Primeira leitura: geralmente é tirada do Antigo Testamento, onde se encontra o passado da História da Salvação. O próprio Jesus nos fala que nele se cumpriu o que foi predito pelos Profetas a respeito do Messias.
      Salmo Responsorial: antecede a segunda leitura, é a nossa resposta a Deus pelo que foi dito na primeira leitura, assim como declaramos aceita a Palavra que acabamos de ouvir. Ajuda-nos a rezar e a meditar na Palavra acabada de proclamar. Pode ser cantado ou recitado.
      Segunda Leitura: é tirada das Cartas, Atos ou Apocalipse. As cartas são dirigidas a uma comunidade, a todos nós. A Segunda Leitura procura ter sempre alguma relação com o texto da Primeira, tornando mais fácil compreender a mensagem apresentada.
Os fiéis levantam-se para aclamar “Aleluia!”. Chegou um momento muito importante e de grande alegria: eles irão ouvir a Palavra de Deus transmitida por Jesus Cristo. É a leitura do Evangelho.
O Evangelho é, de fato, o ponto alto da Liturgia da Palavra. Jesus está presente através da Sua Palavra, como vai estar presente também depois, no pão e no vinho consagrados. 
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo ...
Glória a vós, Senhor.
O sinal da Cruz na testa, na boca e no coração, para que todo o ser fique impregnado da mensagem do Evangelho: a mente a acolha, a boca a proclame e o coração a sinta e a viva.
      Homilia: explicação do Evangelho, conversa, é diferente de Sermão.
      Profissão da fé: resposta dada à Palavra de Deus.
Ao rezar o Credo, os fiéis respondem à palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé através de fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia. Deve ser cantado ou recitado pelo sacerdote com o povo aos domingos e solenidades.
      Preces da Comunidade: espontâneas, motivadas pelo Sacerdote.

·         Liturgia Eucarística
Esse é o momento mais sublime da missa: é a renovação do Sacrifício da Cruz sem dor e sem violência. Pela ação do Espírito Santo, realiza-se um milagre contínuo: a transformação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo. É o milagre da Transubstanciação, ou seja, a substância agora é inteiramente a do Corpo, Sangue, a Alma e a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, embora as aparências sejam a do pão e do vinho.
A Liturgia Eucarística divide-se em: Preparação das Oferendas, Oração Eucarística e Rito de comunhão. Durante as oferendas, colocamo-nos sentados no sentido de nos entregarmos a Deus.
O pão e o vinho representam a vida do homem, o que ele é, uma vez que ninguém vive sem comer e beber.
Representam também o trabalho do homem, pois ninguém vai a roça colher pão, nem na fonte buscar vinho.
E a água? Durante a apresentação das Oferendas, o Sacerdote mergulha algumas gotas de água no vinho. E o porquê disso?
 Sabemos que no tempo de Jesus, os judeus bebiam vinho diluído em um pouco de água, e certamente Cristo também devia fazê-lo. Por outro lado, a água, quando misturada ao vinho, adquire cor e o sabor deste. Ora. As gotas de Água representam a humanidade que se transforma quando diluídas em Cristo.
O lavar as mãos: após o Sacerdote apresentar as Oferendas, ele lava as mãos. Antigamente, quando as pessoas traziam elementos da celebração de suas casas este gesto tinha caráter utilitário, pois, após pegar os produtos do campo, era necessário que se levasse as mãos. Hoje em dia, este gesto representa a atitude, por parte do Sacerdote, de torna-se puro para celebrar dignamente a Eucaristia.
Enquanto lava as mãos o sacerdote deve dizer: “Lavai-me, Senhor, da minha iniquidade e purificai-me do meu pecado”.
Ergue a hóstia oferecendo-a à consagração. Em seguida ergue o cálice oferecendo o vinho igualmente à consagração.
Acontece a transubstanciação. Pão e vinho adquirem as propriedades do Corpo e do Sangue de Jesus.
Jesus nos revelou plenamente o Pai, e ensinou-nos a comunicar com Ele. Ele é a ponte entre nós e o Pai. Ele é o Caminho, o Sacerdote único que apresenta a Deus as nossas preces (cf. Hb 5,7). É por isso que nas celebrações litúrgicas fazemos todas as ofertas a Deus “por Cristo, com Cristo e em Cristo”; tudo em seu Nome.
Todos rezam, então, o Pai Nosso. Através desta oração, os membros da grande família presente à celebração reconhecem novamente a Deus como Pai e suplicam a graça de poderem viver como verdadeiros filhos e amarem-se como verdadeiros irmãos em Cristo.
Antes de receber a comunhão, entretanto, os fiéis fazem ainda uma última confissão de humildade na oração do Agnus Dei (“Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo...”).


Ao receber a comunhão o fiel responde “Amém”, confirmando sua fé em Cristo presente na Eucaristia e confirmando que, em Cristo, recebe a todos em sua vida e se compromete a doar-se a seus irmãos.



O sacerdote tem um ritual de preparação antes de tocar na hóstia, ele tem um cuidado que nós fiéis acabamos não tendo, pois a hóstia que recebemos em nossas mãos também deixa partículas, por isso devemos ter cuidado com o corpo e sangue de Cristo.

·         Ritos Finais
Missa se encerra com a Bênção Final, um Canto Final e a exortação da Despedida.
Todos de pé, o celebrante ergue a mão e marca os fiéis com o sinal da cruz pedindo para eles a bênção do Pai, do Filho e do Espírito Santo – e a comunidade expressa sua alegria cantando uma vez mais.
Por fim, a assembleia é despedida.
Nas missas celebradas em latim, o celebrante diz “Ite missa est”, o que significa algo como “Essa é a missão (a ser cumprida)”. Nas missas em português, o celebrante conclui dizendo “Ide em paz, e o Senhor vos acompanhe”, com o mesmo sentido de liberar a assembleia para cumprir a missão que recebeu de levar aos povos a palavra de Deus.
Não devemos ver nossa presença na Missa como o cumprimento de um dever, mas de sentir-se feliz porque Deus lhes permitiu participar de Sua refeição.


O Ano Litúrgico católico inicia-se no ciclo do Natal 4 Domingos do Advento antes do Dia do nascimento de Jesus Cristo e encerra no dia de Cristo Rei.

17 de fev. de 2017

O que é o Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC)?

É um Movimento da Igreja Católica que, com dinâmica própria, possibilita a vivência e a convivência do fundamental cristão, ou seja, é um grupo de cristãos (leigos e sacerdotes) que testemunham sua caminhada por meio de reflexões e debates de temas ligados a fé e a vida. Esse grupo fermenta, nos seus vários ambientes, os critérios e valores do Evangelho.
O Cursilho é tanto para homens como mulheres, adultos ou jovens, pessoas inquietas e ansiosas para transformar-se e transformar o mundo por meio da solidariedade e da justiça. São pessoas capazes de “dar sabor como o sal, de iluminar como a luz, de transformar a massa como o fermento”.

História 

O Sistema de governo da Espanha era a monarquia e fortemente ligados à igreja Católica. Em 1930 grupos “anti-monarquia” formados por sindicalistas, socialistas e comunistas assinaram um pacto, que visava à constituição de uma república. Essa aliança ganhou as eleições municipais de abril de 1931 em 41 das 50 capitais de província. Essas eleições foram realizadas em meio a grande violência tendo como vítimas principalmente membros do clero.  Em meio a desordem e violência o rei deixa o país sem abdicar do poder e o comandante da Guarda Civil declara a república.
As eleições legislativas de junho de 1931 confirmam o sucesso dos republicanos, que alcançam uma maioria na Assembleia Nacional das Cortes.
Um professor universitário, Manuel Azaña, torna-se chefe de governo. Reforma o exército e prepara a separação entre Igreja e Estado. Nacionalizou Igrejas e edifícios religiosos. Terminou com muitas escolas Católicas e propôs o lema “A Espanha deixou de ser Católica”, com isso, desencadeando ataques por toda a Espanha, havendo padres assassinados e conventos e Igrejas queimadas. A Espanha passou por anos muito difíceis onde a fé foi perseguida e ocorreram muitos conflitos entre os defensores do antigo regime e o atual governo. O que desencadeou a guerra civil de 1936 durando até 1939. Calcula-se que de 1931 a 1939, foram mortos cerca de 7.000 religiosos Católicos e 20 mil igrejas foram queimadas.
Após o fim da guerra espanhola, iniciou-se a Segunda Guerra Mundial, embora a Espanha tenha se mantido neutra na guerra, a tensão europeia com a guerra continuava a afetar sua sociedade.

1941 - 1966 - Formação do Cursilho

Em Dezembro de 1932, realizou-se na cidade de Maiorca, Itália, o II Congresso de Jovens da Ação Católica Masculina e decidiu-se ter a III em Santiago de Compostela em 1937. A direção da Ação Católica decidiu, reunir no congresso de 1937 não apenas os jovens da Espanha, mas também das 20 repúblicas da América Latina. O Conselho expôs a ideia ao Núncio do Papa e, por recomendação do mesmo, em 1936, os membros do Conselho viajaram ao Vaticano e expuseram seus planos ao Papa Pio XI que os abençoou e aconselhou iniciar essa ideia com a formação de dirigentes e líderes para a peregrinação.
Pouco tempo depois iniciou-se a Guerra Civil. A JACE (Juventude Ação Católica Espanhola) continuou com seus planos para realizar a peregrinação, mas não conseguiu realizar em 1937 devido ao clima antirreligioso que tomava conta do país. Em 1939 com o término da Guerra Civil e com o fim do anti-clero, um grande entusiasmo religioso e uma vontade de renovação espiritual tomou conta do país.
Foram 16 anos de preparação, durante este tempo a JACE organizou seis cursos de peregrinos avançados, onde jovens do JACE de Madri vinham dar as lições sobre a teologia da vida cristã. Os Cursilhos de Adelantados de Peregrinos criaram escolas de formação que eram semanais. Os jovens e sacerdotes da Diocese de Maiorca estavam animados pelas então recentes Encíclicas “Mystici Corporis Christi” (1943) e “Mediador Dei” (1947) do Papa Pio XII, e buscavam explicar a verdadeira dimensão do cristianismo a partir da Consciência do que é a Graça de Deus. Nasceu, desta forma, o eixo doutrinário do Cursilho, A GRAÇA.
O método do Cursilho surgiu do seu cunho vivencial, testemunhal, simples e pelo anúncio alegre do Evangelho. Chamado de Querigmático Vivencial. Esse método converteu muitos jovens que participaram dos Cursilhos e estes passaram a atuar na Igreja e na JACE.
Então, em agosto de 1948, foi realizada a chamada “grande peregrinação” que levou mais de 80 mil jovens a Santiago de Compostela e, juntamente com o processo de preparação, foi a base para o início do Cursilho.
Nos dias 7, 8, 9 e 10 de Janeiro de 1949, realizou-se o primeiro Cursilho. Nos 5 anos seguintes, se realizaram com êxito cerca de 83 Cursilhos nas Ilhas Baleares, arquipélago do qual Maiorca faz parte.
Em Junho de 1953 na Assembleia da JACE, o Bispo D. Hervás deu, aos então chamados cursilhos, o nome de Cursilhos de Cristandade. O termo Cristandade tratava-se de uma tentativa de fazer um mundo que se encontrava de costas para Deus transforma-se em cristão. Para isso, era necessário levar Cristo a todos os ambientes e para tal, escolher homens-vértebras, convertê-los nos Cursilhos e recolocá-los em seus ambientes de origem para que lá construíssem uma cristandade.
Ainda em 1953, realizou-se na Colômbia o primeiro Cursilho fora da Espanha. Esse Cursilho reproduziu fielmente o método usado em Maiorca. No mesmo ano, ocorreram diversos retiros, formando cerca de 1.363 novos cursilhistas. A partir da experiência maravilhosa, o Cursilho expandiu para outros países.
Em 27 de Maio de 1966, o Papa Paulo VI recebeu em uma audiência 5.000 jovens cursilhistas, vindos de todos os continentes e representando 25 nações diferentes.  A atmosfera era de grande entusiasmo e essa foi a primeira "Ultréya" ou reunião de caráter coletivo. Hoje o cursilho está presente em, pelo menos, 57 países espalhados pelos continentes.

Cursilho no Brasil

Na semana santa de 1962 aconteceu o primeiro Cursilho de Cristandade no Brasil na cidade de Valinhos, São Paulo. Havia um clima de renovação pastoral e assim o Cursilho encontrou um terreno preparado para uma notável expansão.
O primeiro retiro do Cursilho realizado na cidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, foi em 16 de maio de 1974 somente para os homens e em 13 de junho do mesmo ano, realizou-se o primeiro retiro para as mulheres

Carisma do MCC

“Possibilitar a vivência do fundamental cristão, visando criar núcleos de cristãos que fermentem de Evangelho os ambientes, ajudando-os a descobrir e a realizar a vocação pessoal”.

A Espiritualidade do MCC

- Está centrada em Jesus Cristo, que é manifestação suprema do amor do Pai por seus filhos e filhas, por meio da ação do Espírito Santo;
- É alimentada pela GRAÇA;
- Está empenhada em processo de conversão integral e progressiva dos Cursilhistas;
- Concretiza-se na fermentação Evangélica dos ambientes

O cursilhista é um cristão movido pela ação do Espírito Santo e que busca viver essa espiritualidade, peregrinando em comunhão plena com a comunidade eclesial, seguindo Jesus Cristo e seus ensinamentos. O cristão permite-se impregnar-se pela Graça, a Vida Divina, e a comunica nos ambientes ao qual está inserido por meio do testemunho da Boa Notícia. Vive um processo de conversão e alimenta-se da Palavra de Deus, da Oração e do Sacramentos.

Os objetivos do MCC

Da definição acima extraímos as finalidades do MCC:
- Finalidade Imediata: vivência do fundamental cristão – que significa viver a Graça, a Vida Divina em nós, realizando o Plano de Deus, anunciando seu Reino e seguindo a Cristo;
- Finalidade Mediata: convivência em núcleos/grupos/pequenas comunidades de fé presentes nos ambientes, procurando neles introduzir o fermento do amor, da fraternidade, da justiça, do perdão...;
- Finalidade Específica: Evangelização ambiental, com a qual se procura levar os cursilhistas a ser fermento dos valores do Evangelho nos seus próprios ambientes.

O método do MCC

O método do MCC consiste em:
- Seleção de ambientes e candidatos (Pré-Cursilho);
- Fomento de uma conversão autêntica e progressiva dos cursilhistas (Cursilho);
- Na volta dos que viveram o Cursilho ao lugar de onde saíram, seu acompanhamento nas tarefas de fermentar seus ambientes e sua vinculação vital com os outros cristãos comprometidos (Pós-Cursilho).

O método possui as seguintes características: querigmático, cristocêntrico, testemunhal, pessoal, caminho de conversão, comunitário e indutivo.

As estruturas operacionais

Por estruturas operacionais entendem-se aquelas estruturas que ajudam o Movimento a alcançar seus objetivos. Fundamentalmente são duas: a ESCOLA e os GRUPOS EXECUTIVOS (Diocesanos, Regionais e Nacional).

A Escola de Fé e Vivência (Escola de Dirigentes)

É uma comunidade de cristãos que, desejando ser discípulos, procuram capacitar-se para “conhecer cada vez mais as riquezas da fé e do Batismo e vivê-las em plenitude crescente”. Na dinâmica desse conhecimento incluem-se a convivência fraterna, o estudo da Palavra de Deus e sua conscientização, a planificação racional da ação evangelizadora e os caminhos do MCC para atingir seus objetivos. A Escola é, fundamentalmente, vivencial.
A formação integral dada na Escola, deve abranger:
- Formação espiritual;
- Formação doutrinal;
- Formação social;
- Formação no campo dos valores humanos.

Grupos executivos

São grupos constituídos por cristãos responsáveis pelo MCC nas Dioceses (GED), nas Regiões Pastorais em que está dividida a Igreja no Brasil (GER), e no nível Nacional (GEN). Não são organismos de mando e não exercem qualquer poder, nem têm jurisdição sobre outros grupos. São, antes, sinais e promotores de comunhão e participação.