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22 de fev. de 2017

LITURGIA E MISSA

Mas o que é Liturgia?
O vocábulo "Liturgia", em grego, formado pelas raízes leit- (de "laós", povo) e -urgía (trabalho, ofício) significa serviço ou trabalho público, ação do povo, serviço da parte do povo em favor do povo.
Liturgia é a ação do Povo de Deus, reunido em Jesus Cristo, na comunhão do Espírito Santo.


O que a Liturgia lembra?
O que a liturgia faz é o memorial de Cristo e da salvação, ou seja, torna presente, através da celebração, o acontecimento definitivo do Mistério Pascal.
“Na liturgia Deus fala a seu povo. Cristo ainda anuncia o Evangelho. E o povo responde a Deus, ora com cânticos, ora com orações.” (SC,13).
Constituição Dogmática Sacrosanctum Concilium (SC)
Liturgia é sempre uma celebração de Mistério Pascal, isto é, passagem da morte para vida, através de sinais, ritos, gestos, símbolos e palavras. A liturgia é ação de Cristo na Igreja.
Na liturgia, a Igreja celebra principalmente o mistério pascal, pelo qual Cristo realizou a obra da nossa salvação.
Na tradição cristã, quer dizer que o povo de Deus toma parte na obra de Deus. Pela liturgia, Cristo continua na sua Igreja, com ela e por ela, a obra da nossa redenção.
Liturgia não é somente a celebração do culto divino, mas também o anúncio do Evangelho e a caridade em ação.
A liturgia é simultaneamente o cume para o qual se encaminha a ação da Igreja e a fonte de onde dimana toda a sua força.

E quando devemos nos voltar a Liturgia?
Nenhuma atividade pastoral pode realizar-se sem referência à liturgia. Qualquer celebração tem sentido evangelizador e catequético. Toda ação pastoral terá como ponto de referência a liturgia, na qual se celebra a memória e se proclama a atualidade do projeto de Jesus Cristo.
(Conf. Doc. 38 —CNBB)

O que precisamos para celebrar bem a Liturgia?
É preciso ter uma profunda noção do que é o Cristianismo;
Do conhecimento da história da salvação;
Da obra de Cristo;
Missão da Igreja.
Sem isto a Liturgia não pode ser bem compreendida e amada, e pode se transformar em ritos vazios.
Liturgia não é só celebração da missa dominical. Nela estão entendidas todas as formas que a Igreja tem para celebrar o mistério cristão, todas as formas rituais que permitem vivenciar e experimentar a íntima comunhão com Deus e com os irmãos. (doc 43 CNBB)
Afirmou o Vaticano II que “toda a celebração litúrgica, como obra de Cristo sacerdote e de seu corpo que é a Igreja, é ação sagrada por excelência, cuja eficácia, no mesmo título e grau, não é igualada por nenhuma outra ação da Igreja”
(SC,7). (Cat. §1070).

Quando falamos de liturgia, temos presente:
A Missa ou Celebração Eucarística;
A Celebração da Palavra ou Culto;
O Ano Litúrgico;
Celebração dos Sacramentos (batismo, crisma, eucaristia, penitencia, unção dos enfermos, ordenação, matrimonio);
A Celebração dos Sacramentais (bênçãos, encomendação dos mortos...);
A Liturgia das Horas.

Como as missas são preparadas??
Todos sabemos que nenhuma atividade na comunidade funciona sem um mínimo de organização. A liturgia não foge desta necessidade. Para que a dimensão celebrativa funcione bem. Para que haja participação de todos, se faz necessário que alguém, uma equipe pense, planeje, prepare com carinho e dedicação.


Estrutura da Missa:


·         Ritos iniciais:
      Procissão de entrada;
      O beijo no Altar;
      Sinal da Cruz;
      Saudação.
O rito inicial é a preparação para a comungar ideias e sentimentos.
      Ato penitencial: Quando amamos alguém de verdade, é necessário ir ao seu encontro sem mágoa. Por isso, pedimos perdão de nossas faltas. O ato penitencial nos convida a dar uma parada e ver onde precisamos e o que precisamos mudar em nossa vida. Não é uma absolvição completa, mas uma purificação das faltas leves.
      Glória: Vem logo depois do Ato Penitencial porque o perdão de Deus nos faz felizes e agradecidos. Através do Perdão de Deus, sentimos nosso coração renovado e cheio de alegria, pronto para louvar ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Glória é uma das mais perfeitas formas de Louvar.
O rito de entrada se encerra com a Oração do Dia, ou Coleta, que consiste numa súplica coletiva (daí o nome Coleta) a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo.
A Oração do Dia tem sempre três elementos: a invocação dirigida a Deus, um pedido que se faz e a finalidade do pedido.
Após o AMÉM da Oração, a comunidade senta-se mas deve esperar o celebrante dirigir-se à cadeira.

·         Liturgia da Palavra:
Tem um conteúdo de maior importância, pois é nesta hora que Deus nos fala solenemente. Fala a uma comunidade reunida como "Povo de Deus".
A Liturgia da Palavra é o alimento espiritual nesta ceia que a Missa reproduz. É a catequese, o ensinamento dos mistérios que são o fundamento da fé.
      Primeira leitura: geralmente é tirada do Antigo Testamento, onde se encontra o passado da História da Salvação. O próprio Jesus nos fala que nele se cumpriu o que foi predito pelos Profetas a respeito do Messias.
      Salmo Responsorial: antecede a segunda leitura, é a nossa resposta a Deus pelo que foi dito na primeira leitura, assim como declaramos aceita a Palavra que acabamos de ouvir. Ajuda-nos a rezar e a meditar na Palavra acabada de proclamar. Pode ser cantado ou recitado.
      Segunda Leitura: é tirada das Cartas, Atos ou Apocalipse. As cartas são dirigidas a uma comunidade, a todos nós. A Segunda Leitura procura ter sempre alguma relação com o texto da Primeira, tornando mais fácil compreender a mensagem apresentada.
Os fiéis levantam-se para aclamar “Aleluia!”. Chegou um momento muito importante e de grande alegria: eles irão ouvir a Palavra de Deus transmitida por Jesus Cristo. É a leitura do Evangelho.
O Evangelho é, de fato, o ponto alto da Liturgia da Palavra. Jesus está presente através da Sua Palavra, como vai estar presente também depois, no pão e no vinho consagrados. 
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo ...
Glória a vós, Senhor.
O sinal da Cruz na testa, na boca e no coração, para que todo o ser fique impregnado da mensagem do Evangelho: a mente a acolha, a boca a proclame e o coração a sinta e a viva.
      Homilia: explicação do Evangelho, conversa, é diferente de Sermão.
      Profissão da fé: resposta dada à Palavra de Deus.
Ao rezar o Credo, os fiéis respondem à palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé através de fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia. Deve ser cantado ou recitado pelo sacerdote com o povo aos domingos e solenidades.
      Preces da Comunidade: espontâneas, motivadas pelo Sacerdote.

·         Liturgia Eucarística
Esse é o momento mais sublime da missa: é a renovação do Sacrifício da Cruz sem dor e sem violência. Pela ação do Espírito Santo, realiza-se um milagre contínuo: a transformação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo. É o milagre da Transubstanciação, ou seja, a substância agora é inteiramente a do Corpo, Sangue, a Alma e a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, embora as aparências sejam a do pão e do vinho.
A Liturgia Eucarística divide-se em: Preparação das Oferendas, Oração Eucarística e Rito de comunhão. Durante as oferendas, colocamo-nos sentados no sentido de nos entregarmos a Deus.
O pão e o vinho representam a vida do homem, o que ele é, uma vez que ninguém vive sem comer e beber.
Representam também o trabalho do homem, pois ninguém vai a roça colher pão, nem na fonte buscar vinho.
E a água? Durante a apresentação das Oferendas, o Sacerdote mergulha algumas gotas de água no vinho. E o porquê disso?
 Sabemos que no tempo de Jesus, os judeus bebiam vinho diluído em um pouco de água, e certamente Cristo também devia fazê-lo. Por outro lado, a água, quando misturada ao vinho, adquire cor e o sabor deste. Ora. As gotas de Água representam a humanidade que se transforma quando diluídas em Cristo.
O lavar as mãos: após o Sacerdote apresentar as Oferendas, ele lava as mãos. Antigamente, quando as pessoas traziam elementos da celebração de suas casas este gesto tinha caráter utilitário, pois, após pegar os produtos do campo, era necessário que se levasse as mãos. Hoje em dia, este gesto representa a atitude, por parte do Sacerdote, de torna-se puro para celebrar dignamente a Eucaristia.
Enquanto lava as mãos o sacerdote deve dizer: “Lavai-me, Senhor, da minha iniquidade e purificai-me do meu pecado”.
Ergue a hóstia oferecendo-a à consagração. Em seguida ergue o cálice oferecendo o vinho igualmente à consagração.
Acontece a transubstanciação. Pão e vinho adquirem as propriedades do Corpo e do Sangue de Jesus.
Jesus nos revelou plenamente o Pai, e ensinou-nos a comunicar com Ele. Ele é a ponte entre nós e o Pai. Ele é o Caminho, o Sacerdote único que apresenta a Deus as nossas preces (cf. Hb 5,7). É por isso que nas celebrações litúrgicas fazemos todas as ofertas a Deus “por Cristo, com Cristo e em Cristo”; tudo em seu Nome.
Todos rezam, então, o Pai Nosso. Através desta oração, os membros da grande família presente à celebração reconhecem novamente a Deus como Pai e suplicam a graça de poderem viver como verdadeiros filhos e amarem-se como verdadeiros irmãos em Cristo.
Antes de receber a comunhão, entretanto, os fiéis fazem ainda uma última confissão de humildade na oração do Agnus Dei (“Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo...”).


Ao receber a comunhão o fiel responde “Amém”, confirmando sua fé em Cristo presente na Eucaristia e confirmando que, em Cristo, recebe a todos em sua vida e se compromete a doar-se a seus irmãos.



O sacerdote tem um ritual de preparação antes de tocar na hóstia, ele tem um cuidado que nós fiéis acabamos não tendo, pois a hóstia que recebemos em nossas mãos também deixa partículas, por isso devemos ter cuidado com o corpo e sangue de Cristo.

·         Ritos Finais
Missa se encerra com a Bênção Final, um Canto Final e a exortação da Despedida.
Todos de pé, o celebrante ergue a mão e marca os fiéis com o sinal da cruz pedindo para eles a bênção do Pai, do Filho e do Espírito Santo – e a comunidade expressa sua alegria cantando uma vez mais.
Por fim, a assembleia é despedida.
Nas missas celebradas em latim, o celebrante diz “Ite missa est”, o que significa algo como “Essa é a missão (a ser cumprida)”. Nas missas em português, o celebrante conclui dizendo “Ide em paz, e o Senhor vos acompanhe”, com o mesmo sentido de liberar a assembleia para cumprir a missão que recebeu de levar aos povos a palavra de Deus.
Não devemos ver nossa presença na Missa como o cumprimento de um dever, mas de sentir-se feliz porque Deus lhes permitiu participar de Sua refeição.


O Ano Litúrgico católico inicia-se no ciclo do Natal 4 Domingos do Advento antes do Dia do nascimento de Jesus Cristo e encerra no dia de Cristo Rei.